Os primeiros vinte minutos debaixo de água
O que faço nos primeiros vinte minutos e porque os recursos ainda não são a prioridade.
Na primeira vez que saí da cápsula fiz exatamente o que o jogo convida a fazer: nadei para a coisa mais bonita ao longe. Morri três vezes. Hoje faço algo menos emocionante e muito mais útil: dou uma volta curta à cápsula e memorizo onde estão os corais-cérebro. As bolhas que libertam dão ar sem ser preciso regressar à superfície.
Só depois de conhecer três desses pontos começo a recolher materiais. Não porque os recursos sejam pouco importantes, mas porque uma rota com locais de respiração conhecidos torna cada mergulho muito mais seguro e produtivo.
Nos minutos seguintes aprendo a diferença entre águas rasas e zonas escuras. Nos Baixios Seguros há espaço para aprender; na Floresta de Kelp a visibilidade piora e aparecem os primeiros predadores. A mudança de atenção é mais importante do que a diferença de metros.
Depois coloco um sinalizador junto à cápsula. No regresso, quando o ar já é pouco, não quero perder tempo a procurar a direção certa. Um ponto de referência visível vale mais do que mais um recurso no inventário.
No fim desses vinte minutos ainda não tenho nada extraordinário. Tenho, porém, um mapa mental dos locais onde consigo respirar e regressar em segurança. Esse conhecimento acompanha-me a qualquer profundidade.